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  • Almeida Construção

"Apiloamento do solo- O apiloamento do solo obtém-se com o auxílio de um macaco, de cerca de 100 kg que se deixa cair em todo o fundo da vala, por diversas vezes no mesmo lugar, até obter-se um fundo de consistência conveniente.

Cobre-se em seguida com uma camada de terra de 20 a 30 cm que se apiloa da mesma forma com a anterior e assim sucessivamente com novas camadas até obter-se uma fundação de boa resistência.

Em lugar de terra podem empregar-se pedras que se enterram no solo formando camadas sucessivas por meio do apiloamento.

O terreno em ambos os casos recebe uma camada de concreto magro de 30 a 40 cm de espessura que também se comprime ao macaco.

Imagem explicativa:



Estacas de compressão: Este processo consiste em cravar no solo pequenas estacas de madeira de 10 cm ou mais, de diâmetro ou lado, e 1,5 a 2 m de comprimento.

As estacas aumentam a resistência do solo em virtude da compreensão que provocam e da aderência que oferecem. O seu número por m² depende da natureza e das condições do solo, podendo tomar-se por base uma média de 6 a 10.

A cabeça das estacas é em seguida coberta com uma camada de concreto magro de 30 a 40 cm de espessura."


Imagem explicativa:


(Textos e fotos retirado do livro "Manual do Construtor" de João Baptista Pianca).


Semana que vem você saberá como fazer a escolha da fundação.

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  • Almeida Construção

"Chama-se fundação o plano sobre o qual assentam os alicerces de uma construção.

A fundação é constituída pelo terreno em seu estado natural ou convenientemente preparado.

No primeiro caso a fundação chama-se natural e no outro, artificial.

Os terrenos que constituem as fundações dividem-se, sob o ponto de vista construtivo, em bons e maus.

Terrenos bons são aqueles que apresentam boa resistência, como as rochas, as tabatingas e os bancos de areia, saibro ou argila que tenham 2 a 3 m de espessura e não estejam sujeitos à desagregação em virtude da ação de águas superficiais ou subterrâneas.

Terrenos maus são os de fraca resistência como os aterros, os entulhos, os terrenos lodosos e os de areia, saibro ou argila suscetíveis de se desagregarem em virtude da ação das águas.

Os terrenos bons não necessitam de preparo algum para suportarem os alicerces, constituindo as fundações naturais.

Não basta, entretanto, que o terreno apresente boas qualidades de resistências à compressão, é necessário também que a camada que o constitui tenha espessura suficiente. Assim os bancos rochosos não devem ter menos de 1 m de espessura, quando repousam sobre camadas compactada, e 2 a 3 m em caso contrário. O mesmo deve ter em vista quanto aos demais terrenos.

Convém examinar também o plano de estratificação para evitar possíveis deslizamentos, sob a ação do peso da construção ou por infiltrações. O deslizamento é temível nos terrenos argilosos e argilo-arenosos estratificados, quando embebidos d'água.

Ao fixar a profundidade de uma fundação deve-se em certas circunstâncias ter em vista também o talude natural do terreno a fim de evitar possíveis escorregamentos.

Os terrenos maus necessitam de preparo prévio a fim de se tornarem aptos para suportar as cargas com segurança, constituindo neste caso as fundações artificiais.

Essas se obtêm formando uma base sólida mediante consolidação do terreno por meio do apiloamento ou da cravação de estacas de compressão."


(Retirado do livro "Manual do Construtor" de João Baptista Pianca)


Semana que vem você saberá o que é Apiloamento e Estacas de compressão

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